© 2018 by Gabrielle Nobili 

Sobre nossos demônios internos

April 24, 2018

 

Tem dias que não está tudo bem. Parece que o mundo ficou mais pesado, que as pessoas ficaram mais sem graça, que as atividades se tornaram mais uma obrigação. E você não quer ouvir coisas do tipo 'vai melhorar', 'você não tem motivos para estar assim' ou 'nossa, eu estou pior que você e não fico desse jeito'. Você só não quer ouvir. Nada, nem uma palavra, nem uma canção, você só quer ficar em silêncio e torcer para que o tempo passe mais rápido. Porque, afinal, no futuro você é sempre mais feliz, mais bem sucedido, tem mais amigos, mais sucesso, então se o tempo acelerar você vai acordar no paraíso. Mas, então, você acorda e nada mudou. Talvez as coisas tenham até piorado. E você pensa que se dormir mais tudo simplesmente suma. A dor suma, o existir suma. E ai você vai vivendo nesse esperar sem fim, nesse eterno ciclo de fuga da sua própria dor, dos seus próprios demônios. Até que um dia você resolve dar atenção para esses demônios, e resolve escutar sua própria dor, deixar que ela se manifeste. Você só deixa doer até que pare. Porque, sim, ela pára. E quando isso acontece você entende que tudo o que ela queria era se manifestar, assim como a alegria se manifesta, assim como outras emoções se manifestam, a tristeza também tem essa necessidade. E assim como as outras emoções aparecem e vão embora, a tristeza também funciona desse jeito. Então, quando seus demônios gritarem e tirarem as suas forças, deixem que eles gritem até irem embora. Viva um dia de cada vez, preste atenção no grito da sua própria dor. Qual é a mensagem por trás? O que está te ferindo que você não quer ver?

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